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PERGUNTAS FREQUENTES

Como ter certeza de que o produto é realmente orgânico?

A melhor certeza é o consumidor conhecer e visitar regularmente os produtores, conhecer os campos de produção e estudar a agricultura orgânica. Porém existem duas formas de certificação para garantir a origem orgânica do produto, a vertical e a horizontal. Na certificação vertical, uma instituição especializada é credenciada para inspeção e certificação, como, por exemplo, no caso de nossos produtores, o Instituto de Tecnologia do Paraná  – TECPAR, o IBD e a Ecovida. Normalmente a inspeção é feita duas vezes por ano e de vez em quando pode se fazer uma inspeção surpresa.

No caso da certificação horizontal, um grupo de agricultores orgânicos se organiza para se ajudarem mutuamente e, através de visitas regulares, eles verificam a produção de cada membro do grupo.

Qual é a diferença entre cosméticos com insumos ORGÂNICOS RASTREADOS para os convencionais?

Um produto com insumos orgânicos rastreados é muito mais que um produto sem agrotóxicos e aditivos químicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos etc.), conservando-os no longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica.

Consumindo orgânicos, incentivamos a produção, obedecendo a normas rígidas de certificação que proíbem a utilização de agrotóxicos, e participamos de um processo de reconstrução ambiental: conservação e proteção dos recursos naturais, recuperação da fertilidade do solo e restauração da biodiversidade.

Seus fabricantes assumem publicamente o compromisso de não fazer testes em animais e tampouco usar espécies de frutas ou flores em extinção.

Veja alguns diferenciais dos produtos orgânicos certificados:

a) sem conservantes e fragrâncias artificiais;
b) sem parabenos e silicones;
c) sem ingredientes derivados do setor petroquímico ou de origem animal;
d) sem lauril-sulfato-de sódio e propileno-glicol;
e) sem ingredientes transgênicos e irradiados;
f) matéria prima sem contato com agrotóxicos;
g) contra os testes em animais;
h) comprovação de origem dos ingredientes e garantia da pureza do produto final;
i) mais de 95% dos ingredientes totais utilizados na formulação são de origem natural;
j) mais de 95% dos ingredientes vegetais são certificados orgânicos;
k) aromatização com puro óleo essencial, trazendo o poder da Aromaterapia para o cuidado da pele e os sentidos.

Por que usar cosméticos com insumos orgânicos rastreados?

Cosméticos com insumos orgânicos rastreados proporcionam os benefícios da natureza em seu estado mais puro, promovendo resultados reais – diferentemente dos cosméticos convencionais, que têm ingredientes sintéticos não compatíveis com a natureza da pele humana. Um cosmético com insumos orgânicos rastreados é produzido com respeito pela natureza, desde a seleção dos ingredientes naturais que são cultivados sem agrotóxicos e de modo sustentável.

a) Um adulto utiliza em média 9 produtos de higiene pessoal por dia, expondo-se a 126 substâncias químicas a cada dia.
b) 89% dos 10.500 ingredientes utilizados em produtos de higiene pessoal não foram totalmente avaliados quanto à segurança.
c) Os produtos com rastreamentos orgânicos estão livres de ingredientes petroquímicos, pesticidas e fertilizantes artificiais.

Porque preferir produtos orgânicos

Os produtos orgânicos, tanto de origem animal como vegetal, são mais saudáveis, têm mais sabor e podem estar bem perto de você. Ao consumir os orgânicos, você leva à mesa produtos saborosos mas com todas vitaminas e minerais preservados. E não é só comida: há cosméticos com insumos orgânicos e naturais certificados.

Veja bem: ao consumir produtos orgânicos, você contribui para o fortalecimento dessa grande rede de pessoas e instituições que trabalham por uma melhor qualidade de vida para gerações atuais e futuras. Pois é bem verdade o que diz o site do Ministério da Agricultura: “Dê produtos orgânicos a seus filhos. Seus netos agradecem”.

Estas mercadorias, como se sabe, em sua produção têm por base os princípios agroecológicos que focalizam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos outros recursos naturais. Na agricultura orgânica não se usa substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente, como por exemplo fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos.

De um modo geral, há uma atenção maior à toda rede da vida, inclusive na produção de produtos cosméticos certificados há o cuidado de não se realizar testes com animais. Enquanto isto, a inserção dos orgânicos nos cardápios de restaurantes tem sido uma forma de valorizar os pratos e marcar uma posição de responsabilidade dos estabelecimentos por estimularem o desenvolvimento sustentável. Fica bacana para eles e muito bom para você.

A rede e você – Uma das características fundamentais da produção orgânica é a preocupação com o meio ambiente, seus sistemas priorizam o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. A agricultura orgânica diversifica e integra a produção de espécies vegetais e animais, gerando ecossistemas mais equilibrados.

Veja bem: ao consumir produtos orgânicos, você contribui para o fortalecimento dessa grande rede de pessoas e instituições que trabalham por uma melhor qualidade de vida para as gerações atuais e futuras. O consumidor responsável deve considerar e valorizar, no ato da compra, os produtos da estação, os regionais, aqueles que fortalecem os produtores locais e os que têm processo de produção e embalagens que agridem menos o meio ambiente.

Já que possui diferentes tipos de solo e clima – e mais uma biodiversidade incrível aliada à diversidade cultural -, o Brasil é sem dúvida um dos países com maior potencial para crescimento do setor de produtos orgânicos. Na fazenda da Embrapa, em São Paulo, de 4,3 mil hectares, localizada a 160 quilômetros de Corumbá/MS, 14 pesquisadores estudam o desenvolvimento de medicamentos homeopáticos e fitoterápicos para o tratamento e prevenção de doenças.

Atração para todos os gostos -Outro exemplo é a indústria de cosméticos com insumos com certificação orgânica, já bem desenvolvida em termos de opções. Em Curitiba, para se ter uma ideia, no pioneiro mercado municipal de produtos orgânicos – o primeiro empreendimento no país -, surgiu também uma interessante loja especializadíssima em cosméticos com insumos com certificação orgânica. Inclusive com itens de fabricação própria, a Cativa Natureza tem recebido intensa resposta dos consumidores mais antenados. Nada é por acaso, e não é meia dúzia de opções. Máscara com Argila, Hidratante, Loção Tônica, Loção de Limpeza, Creme para áreas dos olhos, Esfoliante, Removedor de Maquiagem, Gel para barbear, Hidratante pós-barba, Shampoo e Condicionador sem sal, entre outros produtos terapêuticos compõem a linha. Há opções também para homens e crianças. Tem atração para todos, o que mostra o potencial brasileiro.

Fonte: OutroMundo

Quais as vantagens de usar cosméticos com insumos orgânicos e naturais?

Os produtos orgânicos estão fazendo a cabeça das mulheres. Entre eles, os cosméticos com rastreabilidade de insumos orgânicos são ricos em ingredientes vegetais ou de origem vegetal, cultivados sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos.

Auxiliam e muito nos tratamentos de beleza tanto para pele, como cabelos e até produtos de maquiagem.

As grandes empresas do ramo já estão apostando na fabricação de uma variedade de produtos orgânicos para atender as consumidoras antenadas com o que há de melhor no mercado. Veja suas vantagens de usar produtos orgânicos:

– Não contêm derivados de petróleo ou matérias-primas obtidas de animais.

– Suas embalagens são recicláveis ou biodegradáveis ou com matéria-prima de fontes controladas.

– Seus ingredientes atendem aos requisitos de cosméticos com insumos com certificação orgânica, quanto à porcentagem de ingredientes naturais da fórmula.

– Os testes em animais são vetados.

Fonte: texto publicado em www.todaperfeita.com.br/cosmeticos-organicos/

Por que o produto orgânico é mais caro que o convencional?

O preço um pouco mais elevado dos alimentos orgânicos se deve ao custo de produção maior e à produtividade menor. Em alguns casos, como o da batata por exemplo, a produção por hectare do produto convencional é o dobro do que na produção por hectare do produto orgânico. Os biofertilizantes usados para o combate de pragas na produção de orgânicos apresentam uma eficiência menor em relação aos fertilizantes químicos.

Os alimentos produzidos organicamente se desenvolvem no tempo correto, naturalmente. Já os alimentos cultivados com fertilizantes e adubos artificiais se desenvolvem de maneira acelerada, o que aumenta a sua produtividade, porém esses produtos deixam resíduos nos alimentos.

Em contrapartida, a produtividade dos orgânicos é mais lenta, mas o resultado são alimentos sem nenhum resíduo. Além disso, na agricultura orgânica, não se usam herbicidas para eliminar as ervas daninhas, o que exige maior utilização de mão-de-obra para controlar o mato.

O que pode favorecer uma redução gradual dos preços dos orgânicos é o aumento do mercado consumidor. Ou seja, quanto mais pessoas consumirem os alimentos orgânicos, mais se aumentará a área produzida e, assim, os custos baixarão.

Quais insumos / ingredientes podem trazer riscos a saúde?

Muitas pessoas não sabem como são feitos os produtos cosméticos e a origem de seus componentes. Veja abaixo, os ingredientes mais perigosos e observe-os atentamente antes de comprar e utilizar qualquer cosmético.

Uréia: atravessa a placenta. A uréia é, com certeza, um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos, tanto pela sua eficácia, quanto pelo seu baixo preço. O que muita gente não sabe, no entanto, é que a uréia é proibida para mulheres grávidas. E o principal motivo desta proibição é que a uréia penetra profundamente na pele e tem até mesmo a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação, trazendo ao bebê consequências ainda desconhecidas. A fim de controlar o uso de uréia nos cosméticos, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que todas as vezes que um produto tiver na sua composição a uréia em dosagens maiores que 3%, o mesmo deve conter no rótulo o seguinte alerta: “Não Utilizar Durante a Gravidez”. A ANVISA ainda resolveu proibir a fabricação de cosméticos que contenham em sua composição mais de 10% de uréia.

Parabenos: se comportam como se fossem os hormônios femininos. Conforme estudo realizado na Universidade de Reading, Reino Unido e publicado em janeiro de 2004 no Journal of Applied Toxicology, os conservantes Parabenos apresentam propriedades estrogênicas, ou seja, se comportam como se fossem o estrogênio, um hormônio feminino. Há no mundo dos cosméticos uma enorme utilização de produtos contendo Parabenos por gestantes, lactantes, crianças e pacientes sob tratamentos diversos como câncer, reposições hormonais e terapias crônicas. Hoje o mercado possui preservantes naturais ou mais modernos que até o momento, demonstraram segurança, permitindo aos formuladores o desenvolvimento de formulações mais seguras. O mesmo jornal publicou que o uso de parabenos em produtos cosméticos destinados à aplicação na área axilar (como desodorantes, por exemplo) deve ser reavaliado, pois estudos recentes levantaram a hipótese de que o uso dele nessa região pode estar associado ao aumento da incidência de câncer de mama, o que foi confirmado em teste realizado recentemente. Os parabenos podem ser identificados nas formulações dos cosméticos e desodorantes com diversas nomenclaturas: Parabens, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben e Butylparaben.

Conservantes liberadores de formol: podem aumentar a incidência de câncer de pele. O formol faz muito mal para a pele, mas o que a grande maioria das pessoas não sabem é que muitos cosméticos utilizam na formulação alguns tipos de conservantes que produzem e liberam formol na pele. Além da já conhecida toxicidade do formol, um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, Hungria e publicado no periódico “Experimental Dermatology”, em maio de 2004, revelou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. O consumidor pode se proteger destas substâncias observando cuidadosamente os rótulos traseiros das embalagens, procurando pelas seguintes substâncias: quatérnium-15, diazolidinil, imidazolidinil uréia e DMDM hidantoína.

Propilenoglicol: por gerar risco de alergias, o propilenoglicol é um produto utilizado como diluente de outras substâncias, sendo muito usado em uma ampla variedade de cosméticos. O perigo de seu uso está nos problemas de pele que este pode desencadear nas pessoas, como alergias e irritações. Um estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, Alemanha e publicado no periódico “Contact Dermatitis”, em novembro de 2005, confirmou o potencial sensibilizante (potencial para causar alergias) do propilenoglicol, confirmado por um outro estudo realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, Japão e publicado no periódico “International Journal of Dermatology”, também em 2005. Para saber se o seu produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique a palavra propylene glycol no rótulo traseiro da embalagem.

Óleo mineral e outros derivados do petróleo: responsáveis por diversos tipos de câncer. Os derivados do petróleo, como por exemplo, os óleos minerais, estão presentes na maioria dos produtos cosméticos, devido sua propriedade emoliente, ou seja, hidratante para a pele. Entretanto, estudos recentes vêm associando esses componentes ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Isso se deve devido à presença de um composto chamado 1,4-dioxano, uma substância cancerígena, como relata estudos publicados nos periódicos “American Journal of Industrial Medicine” (Departamento de Epidemiologia, Escola de Saúde Pública, Los Angeles, CA outubro de 2005), “Contact Dermatitis” (Departamento de Dermatologia, Nagoya City University Medical School, Japão, abril de 1989) e “Regulatory Toxicology and Pharmacology” (outubro de 2003). Para identificar a presença desses componentes em seu produto cosmético, basta procurar no rótulo traseiro as palavras paraffin oil e mineral oil.

Benzofenonas e derivados da cânfora (Filtros solares): possui efeito estrogênico no organismo. O uso diário de filtros solares é indispensável para evitar o envelhecimento e o câncer de pele. Porém, poucas pessoas são informadas sobre os perigos que alguns componentes desses filtros geram para a saúde humana. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital Bispebjerg, Copenhagen – Dinamarca e publicado no periódico “The Journal of Investigative Dermatology”, em 2004, apontou a presença de fotoprotetores no sangue e na urina, indicando que estes foram absorvidos pelo organismo. Para completar essa informação, outro estudo realizado na Universidade Utrecht, Holanda e publicado no periódico “Toxicology and Applied Pharmacology”, 2005 comprovou que esses compostos imitam o hormônio feminino estrogênio. Para maior segurança, no momento da compra de um fotoprotetor, procure nos rótulos as palavras benzophenone e/ou 3-(4-methyl-benzylidene).

Corantes e fragrâncias sinteticas: segundo estudo realizado pela Comissão Européia de Empresas e Indústrias Farmacêuticas, os corantes (substâncias responsáveis por colorir os produtos) e as essências (substâncias responsáveis pelo odor agradável), podem causar alergias na pele. Portanto, para quem sofre de alergia a cosméticos, dê preferência àqueles formulados sem corantes e com baixo teor de essências.

Lanolina, ácido sórbico e bronopol: potencial alergênico para a pele. A Comissão Européia de Empresas e Indústrias Farmacêuticas classifica vários componentes usados em formulações cosméticas como alergênicos (causadores de alergia) para a pele humana. Entre eles é relevante citar a lanolina, uma substância obtida da lã do carneiro e comumente usada em produtos cosméticos como substância emoliente (hidratante), podendo causar alergias locais na pele de pessoas predispostas. Nos rótulos das embalagens, a lanolina é encontrada como lanolin. Outros componentes são o ácido sórbico, encontrado nos rótulos dos produtos cosméticos como sorbic acid e, por último, o bronopol, encontrado por esse nome mesmo.

Fonte: Prof. Maurício Gaspari PupoCoordenador da Pós-Graduação com MBA em Cosmetologia das Faculdades Unicastelo de São Paulo, Unigranrio do Rio de Janeiro e Metrocamp de Campinas. Diretor Técnico da Consulfarma Assessoria Farmacêutica, Editor da Revista de Cosmetologia “In Cosmeto” e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da ADA TINA Cosméticos. Citado em cabeleireiros.com

O que é Aromaterapia?

A Aromaterapia é uma ciência que existe há mais de 2.000 a.C. O termo foi criado pelo químico francês Maurice René de Gattefossé que utilizava os óleos essenciais em seus produtos e criações com o objetivo de perfumá-los, sem nenhum fundamento terapêutico, até que ficou fascinado pelas possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais a partir de uma experiência pessoal.

Ao sofrer uma queimadura em seu laboratório, mergulhou os braços em uma tina de lavanda e, imediatamente, percebeu que a sensação de alívio da dor. Em poucos dias estava curado e sem nenhuma cicatriz. A partir daí passou a pesquisar as possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais.

Como método complementar de tratamento, baseia-se no fato de que os nervos olfativos transmitem sinais diretamente para o sistema límbico, gerando uma resposta emocional imediata. Certos aromas podem nos acalmar, estimular, ajudar a dormir ou influenciar nossos hábitos alimentares.

Os aromas de certas essências fazem com que o cérebro libere encefalinas, fragmentos de proteína com grandes afinidades com a morfina e que ocorrem naturalmente no tronco cerebral e na medula espinhal: sua liberação reduz a dor e cria uma sensação de bem-estar.

O olfato tem o poder de influenciar funções cerebrais associadas à Psicopatologia. Os axônios dos bulbos olfativos ligam-se à amígdala, uma estrutura no sistema límbico essencial para promover o desenvolvimento desde os processos de criação e aprendizado até o condicionamento do medo. A hipersensibilidade da amígdala tem sido apontada como envolvida na ansiedade, nos acessos de pânico, no distúrbio do estresse pós-traumático (PTSD) e no distúrbio de hiperatividade com déficit de atenção (DDAH).

A amígdala recebe estímulos de todas as modalidades sensoriais, embora de nenhum tão diretamente quanto do olfato.

Projeções olfativas também são encontradas no hipotálamo, o centro hormonal do cérebro responsável pela reação de combate ou fuga. Por consequência, os odores podem alterar diretamente os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea com muito pouca mediação. As fibras olfativas também se projetam nas áreas de prazer do sistema límbico, incluindo a amígdala e a área septal, onde são vistas disfunções associadas à esquizofrenia, à dependência de tóxicos, DDAH e à capacidade de sentir-se simplesmente satisfeito. É interessante notar que a depressão causa com frequência um substancial declínio na capacidade dos pacientes para identificarem diferentes cheiros.

Quem é o consumidor orgânico?

Em busca de um perfil, pesquisas realizadas nas feiras orgânicas de Curitiba-PR (DAROLT, 2002) e São Paulo-SP (COSTA, R.T., 2005) mostram tendências e padrões semelhantes. Os dados a seguir também incluem pesquisa do IBOPE realizada em todo o Brasil, com cerca de 2 mil entrevistados.

  • Profissional Liberal e/ou Funcionário Público
  • 66% sexo feminino
  • Casado com dois filhos (família pequena)
  • Usuário de internet
  • Idade (31 a 50 anos) – 62% dos entrevistados
  • Nível de instrução elevado (58% com 3º grau)
  • 55% têm hábito de praticar esportes
  • Estilo de vida: contato com natureza – 63% freqüentam bosques e parques
  • Bom nível de renda familiar (68% das famílias com renda superior a 9 Salários Mínimos)
  • Hábito alimentar: pessoas não são necessariamente vegetarianas. A maioria come carne, porém em quantidades menores
  • Saúde: comum o uso de terapias alternativas (fitoterapia, homeopatia, acupuntura, etc).As motivações para o consumo

As motivações para o consumo variam em função do país, da cultura e dos produtos que se analisa. Todavia, observando países como Alemanha, Inglaterra, Austrália, Estados Unidos, França e Dinamarca, percebe-se que existe uma tendência de o consumidor orgânico privilegiar, em primeiro lugar, aspectos relacionados à saúde e sua ligação com os alimentos, em seguida ao meio ambiente e, por último, à questão do sabor dos alimentos orgânicos.

No Brasil, parece existir uma tendência semelhante. Uma pesquisa indiretamente ligada a essa temática, que trata da questão ambiental mais geral, foi realizada pelo IBOPE. Este estudo mostra que o consumidor brasileiro está disposto a pagar mais caro por um produto que não polui o meio ambiente. Uma faixa de 68% do universo pesquisado fez essa afirmativa, enquanto outra de 24% se mostrou contrária à idéia. Essa tendência pode ser verificada mesmo na população com baixa renda familiar.

Em Curitiba, uma pesquisa realizada nas feiras orgânicas confirma que a principal razão para o consumo de produtos orgânicos é a questão da saúde. Os resultados mostram que o consumidor associa a produção orgânica com uma agricultura sem agrotóxico (42,9%) e com um processo natural de cultivo (33,3%).

Em relação à avaliação dos produtos orgânicos quanto à qualidade, quantidade, diversidade e regularidade, os resultados mostraram que os consumidores consideram como problema em primeiro lugar a falta de regularidade, depois a pouca diversidade e, em seguida, a pouca quantidade. No que diz respeito à qualidade, não é a só a aparência que é levada em consideração. A maioria dos consumidores considera “bom” os produtos orgânicos, fator que está relacionado ao valor biológico dos produtos, além do sabor e frescor dos alimentos orgânicos. Em relação à diversidade, muitos consumidores declaram que ainda é difícil manter uma dieta orgânica pela falta de produto, sobretudo frutas, cereais e produtos de origem animal. Além disso, é necessário um esforço complementar de deslocamento para comprar os produtos que faltam.

Apesar de a maioria dos consumidores (62,7%) considerar os preços dos produtos orgânicos mais elevados em relação aos convencionais, o consumo continua crescendo. É interessante observar que, quando se faz uma comparação de preços entre consumidores de feiras convencionais e orgânicas, não existe diferença de percepção entre os preços. Já nas redes de supermercados, onde as margens de preços são extremamente altas e os produtos orgânicos necessitam ser embalados para serem diferenciados dos convencionais, os consumidores costumam reclamar dos altos preços dos produtos orgânicos.

Fonte: DAROLT, Moacir Roberto Engenheiro Agrônomo, Doutor em Meio Ambiente, Pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Ponta Grossa, C.P. 129, CEP 84001-970, Fone/Fax: (42) 229-2829. E-mail: darolt@pr.gov.br. Citado em Viva Com Orgânicos.